O diretor Oliver Stone gastou mais de 150 milhões de dólares nessa superprodução sobre a vida do imperador macedônio Alexandre, o Grande. Com rigor visual e impressionante reconstituição de época, o longa pertence à mesma vertente de Tróia ao retomar a tradição dos grandiosos filmes históricos. A vida do conquistador (Colin Farrell, de Por um Fio) é contada pelo velho Ptolomeu (Anthony Hopkins, de Revelações) e começa com o nascimento de Alexandre, no século IV a.C., filho de Olímpia (Angelina Jolie, de Roubando Vidas) e de Phillip (Val Kilmer, de Crimes em Wonderland). O roteiro segue de perto a trajetória do rapaz, que, com pouco mais de 20 anos, havia conquistado quase o mundo todo ? ao menos o que se conhecia do mundo naquela época. Entre guerras e vitórias, o filme mostra a conturbada vida pessoal do jovem, com a mãe possessiva, o pai alcoólatra e sua própria bissexualidade. Muito se especulou sobre como Stone abordaria a sexualidade de Alexandre, e o diretor não se esquivou de mostrar o rapaz se relacionando com homens, como seu companheiro Heféstion (Jared Leto, de Réquiem por um Sonho), e também mulheres, como a princesa com quem ele se casou (Rosario Dawson, de A Última Noite), sem nunca apelar. |